terça-feira, 8 de julho de 2008

Fala Rapeizi! ed.9

O Fala Rapeizi! chega em sua nona edição. O colega Leandro Cosme (IV Ciclo) nos brinda nesta oportunidade com uma “Sugestão para Glossário”. A coluna "Fala Rapeizi!" é aberta a todos os jovens da Mocidade AECX (e de outras Mocidades) que queiram escrever crônicas, artigos, poemas e textos em geral, dentro do contexto da Doutrina e movimento espírita. Escreva para a nossa redação: mocidade.aecx@gmail.com


SUGESTÕES PARA GLOSSÁRIO

Família: “Educandário bendito do Espírito onde o Eu se transforma em Nós”.

Amizade: Sinceridade com carinho.

Equilíbrio: Serenidade no esforço e esforço na serenidade.

Disciplina: É a coerência entre proposta e realização, conhecimento e ação.

Liderança: Não é comandância, está muito mais para entender os processos e os realizar com ânimo de conquista, além de se dispor a assumir responsabilidades.

Cooperação: Faço minhas as palavras de Emmanuel, “cooperação significa obediência construtiva aos impositivos da frente e socorro implícito às privações da retaguarda”.

Altruísmo: Não “querer o bem somente para si mesmo”.

Paciência: Antes de ser uma virtude é um exercício. Conforme Dr. Bezerra, é uma somatória feliz da confiança no melhor e da sinceridade de propósitos.

Fé: Atitude positiva de confiança.

Profissão de Fé: “Os passos de Jesus são mais fáceis de seguir que os de Michael Jackson” (disse o amigo Francisco Fontoura – ‘Chicones’).

Educação: Processo de burilamento íntimo, em um conjunto de hábitos adquiridos que faz manifestar o brilho da jóia que há em cada pessoa.

Beleza: De maneira íntegra, é a manifestação do bem.

Caridade: Como entendida por Jesus, benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições dos outros e perdão das ofensas. É o Amor em movimento.

Mente: Verdadeira face do coração.

Ternura: Mamãe, papai, irmão, amigos, crianças; sol nas manhãs de inverno, cobertor nas noites frias (obs: já ajudou na Campanha do Agasalho deste ano?).

Felicidade: Aqui abro espaço para você concluir este texto...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Fala Rapeizi! nº7

Fonte de Luz
Leandro Rímulo

Minha alma já está muito cansada
Das ingratas ilusões deste mundo
Do estonteante excesso moribundo
Que após um segundo, não é mais nada

Quero, por nova via, caminhando
Nova fonte de alegria encontrar
Ventura sã que não vai se esgotar
E que me enleve, enquanto vou, cantando

E cantando a alegria ao meu irmão
Vou, assim, alegrar meu coração
E vou tornar mais leve a minha cruz

Vou, finalmente, sarar as feridas
Que hoje me ainda são tão doloridas
E me tornar, então, fonte de luz

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Qualquer integrante da Mocidade AECX pode participar da coluna Fala rapeizi!, enviando sua sugestão de texto para
mocidade.aecx@gmail.com ou entrando em contato pessoalmente com Marcus Papa (I Ciclo). Lembre-se: este blog é da Mocidade AECX, ou seja, seu blog.

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Fala Rapeizi! ed.08

O Fala Rapeizi desta edição traz uma biografia muito especial: a de Eurípedes Barsanulfo. Renan Dias (IV Ciclo), que interpretou o famoso espírita de Sacramento na peça da COMEBH e no Encontros, nos traz uma completa pesquisa sobre Barsanulfo, que será dividida em duas partes. Na postagem de hoje você irá conhecer a trajetória deste cristão, antes mesmo dele conhecer a Doutrina Espírita.

Lembre-se que esta seção é aberta à todos os jovens da Mocidade AECX. Participe também escrevendo para mocidade.aecx@gmail.com


Eurípedes Barsanulfo – uma vida de exemplos cristãos – Parte I

Por Renan Dias
Baseado no livro “Eurípedes - o Homem e a Missão”, de Corina Novelino


Nascido em Sacramento–MG no dia 1º de maio de 1880, Eurípedes Barsanulfo desde jovem já se revela estudioso. Na escola primária do Sr. Joaquim Vaz de Melo Júnior, fez as “primeiras letras”. Já no Colégio Miranda, também em sua cidade natal, foi encaminhado para salas adiantadas, onde se tornou assistente dos professores, assumindo funções de monitor, em que transmitia aos seus colegas lições de Língua Portuguesa, Francês e Matemática. Se destacava também no Francês, Latim e Ciências Naturais. Além disso, ainda auxiliava os irmãos nos deveres de casa.

Em sua adolescência, foi um dos fundadores do Grêmio Dramático Sacramentano no qual atingia fama além das fronteiras locais, em razão do brilho de suas apresentações, grandes peças clássicas foram montadas com bom gosto e expressivo conteúdo moral.

Não se envaidecia com elogios, pelo contrario, os repelia, considerando-os “venenos poluidores da personalidade humana”[1]. Revelando-nos a sua grande envergadura moral com apenas 12 anos de idade.

Em 1901 o Diretor do seu Colégio chamara seu pai Hermógenes Ernesto de Araújo mais conhecido como Sr. Mogico para que providenciasse uma instituição na qual seu filho pudesse realizar o curso superior, e enfatiza ao pai de Eurípedes as qualidades do mesmo, o notável professor Miranda termina suas explanações dizendo: “Nada mais temos para ensinar a Eurípedes. Ele já aprendeu tudo o que o nosso colégio pode oferecer.”[2]

Em 1902, Sr. Mogico leva o filho ao Rio de Janeiro a fim de dar prosseguimento aos estudos de Barsanulfo. Matriculado com entusiasmo no curso preparatório da Escola de Medicina da capital fluminense, o nosso jovem se via prestes a adquirir conhecimentos com o intuito de ajudar sua mãe a Senhora Jerônima, mais conhecida como Meca, que sofria de uma doença, a qual não havia cura. Anos antes dissera: “Não descansarei, mãe, enquanto não encontrar um caminho para debelar o mal, que tanto a aflige. Não descansarei enquanto não curar a senhora.”[3]

As vésperas da saída do jovem, enquanto arrumava a singela mala do jovem, sua mãe foi acometida por mais uma crise de saúde. Era a tristeza da separação próxima. Ao retomar a consciência, Meca encontrou a mala desfeita, e então, Barsanulfo nunca tocara no assunto.

Tornou-se, a partir daí, um enfermeiro voluntarioso de sua mãe nos anos posteriores. Ficando em Sacramento, amplia suas atividades no campo da comunicação, criando com a colaboração de várias pessoas a Gazeta de Sacramento, que circulou, até provavelmente 1918 - foi o primeiro periódico de sua cidade, reconhecido em cidades vizinhas.
Homeopatia e auxílio aos necessitados

Barsanulfo interessou-se em estudos sobre Homeopatia. Daí surgia a primeira cintilação do amor pelos sofredores. Com próprios recursos, Eurípedes criara pequena Farmácia Homeopática, atendendo primeiramente os necessitados da periferia da cidade, os quais buscava em visitas cotidianas. Saia a visitar pobres, nos recantos mais afastados, no atendimento carinhoso e dedicado. As famílias assistidas levavam seus filhos enfermos a ele.

A personalidade desse jovem já se impunha pela serena compreensão das fraquezas humanas, que o situaria anos após na plana inconfundível de missionário do bem. Nos últimos tempos, Meca vinha sentindo diminuição gradativa da visão até que chegou à cegueira. O jovem Eurípedes aplicara na mãe os recursos conhecidos da homeopatia e então obteve a cura tão almejada.[4]

O nosso jovem entregou-se ao estudo, através da leitura de bons livros. Pode-se mesmo admitir, a formação de um jovem num importante processo de autodidatismo, que o haveria de colocar no plano avançado no campo do magistério, bem como no jornalismo, na tribuna e nas artes.

Em 31 de janeiro de 1902 fundara o Liceu [escola] de Sacramento. O nome de Eurípedes está profundamente ligado a historia educacional da cidade mineira à época, através de sua extraordinária vocação pedagógica.


Esta gostando da história de Eurípedes Barsanulfo?
Não perca a segunda parte da história deste espírito de luz. No próximo Fala Rapeizi! você ficará por dentro do primeiro contato de Barsanulfo com a Doutrina Espírita. Aguarde!


Referência bibliográfica:
“Eurípedes - o Homem e a Missão”, de Corina Novelino
[1] (cap.5 pág.45)
[2] (cap.5 pág. 41)
[3] (cap.5 pág.43)
[4] (cap.5 pág.50)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Fala Rapeizi! Ed.10


Entra em vigor novo COMPROMETA-SE! da Rapeizi. Vem aí: Campanha da Tampinha

Por Pamela Bahia, Tatiana Volpe e Érica Sarsur

Inspiradas pelo grande sucesso da Campanha do Agasalho, que terminou sábado, dia 05/07/2008, resolvemos lançar a Campanha da Tampinha.

A idéia surgiu no mesmo sábado, durante a preparação e montagem das atividades da Festa Junina. A festa realizou-se, como de costume, na E.E. Maestro Villla Lobos, que oferece, no pátio, locais adequados para o descarte de material reciclável.

Ao vermos uma grande quantidade de garrafas PET sendo destinadas à reciclagem, lembramo-nos de que as trabalhadoras do Lar Espírita Esperança, uma das unidades do Célia Xavier, estão se organizando para produzir bonecos, feitos com material reciclado, que serão ofertados às crianças que freqüentam a creche.

Sem pensar duas vezes, abrimos as grades que nos separavam daquele monte de tampinhas de refrigerante. Destampamos todas as garrafas e, no final, tínhamos 54 tampinhas nas mãos.

Essas tampinhas, juntamente com tampas de amaciante e detergente (ou Resolv) e embalagens de Bliss (ou Activia), comporão o brinquedo. A cabeça do bonequinho será adquirida, separadamente, em uma loja.

Você, jovem ou amigo da Mocidade AECX, também pode colaborar na produção deste boneco!

Veja os materiais de que necessitamos:



Tampa de amaciante
Tampa de detergente/Resolv

Embalagens de Activia, Bliss e outros iogurtes


Para contribuir, você pode entregar este material aos sábados, no horário da Mocidade (16h às 17h45) para Alcione Machado (III Ciclo), Érica Sarsur (IV Ciclo), Pamela Bahia (IV Ciclo) ou Tatiana Volpe (IV Ciclo). Outras informações podem ser solicitadas no mocidade.aecx@gmail.com

Veja abaixo a foto das tampinhas conseguidas e o “modo fantástico” de aquisição das mesmas.

Tampinhas formando LEE: Lar Espírita Esperança


Pamela e Érica chegam às tampinhas (Vídeo: Tatiana)

Lembre-se de que há muitas maneiras de conseguir o que queremos!

Todo o material, somado com trabalho, criatividade e carinho, fica pronto com o produto final:

Bonequinho montado com o material arrecadado


Saiba mais sobre o Lar Espírita Esperança: http://www.aecx.org.br/lee.htm


Participe!

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E não perca na próxima quarta, dia 23, mais um super Fala Rapeizi!, com a segunda parte de "Eurípedes Barsanulfo – uma vida de exemplos cristãos", escrito por Renan Dias.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Fala Rapeizi! Ed.11

A mais nova edição do Fala Rapeizi! traz a aguardada segunda parte da biografia de Eurípedes Barsanulfo, adaptada por Renan Dias (IV Ciclo) para o nosso blog.

Se você não leu a primeira parte, clique aqui e depois retorne para a postagem de hoje.


Eurípedes Barsanulfo – uma vida de exemplos cristãos – Parte II

Por Renan Dias
Baseado no livro “Eurípedes - o Homem e a Missão”, de Corina Novelino


Depoimentos merecedores do mais alto conceito dão-nos conta do zelo religioso de Eurípedes, desde a meninice, quando exercia com muito respeito as funções de “coroinha”, na Paróquia Local. Assíduo nos cultos e sincero em suas convicções que o ligavam à Igreja. No ano de 1903 nosso jovem se encontra com Pe. Augusto Teodoro. Após diálogos amistosos o padre disse-lhe: “Eurípedes, sei que você é católico fervoroso e amigo das boas leituras. Você vai ler este livro – mas, cuidado! – não o passe adiante. A leitura deste livro é proibida pela Igreja e seus adeptos.” E nesse momento o sacerdote passara a Bíblia. Nosso jovem lerá o livro com paciência e fervor crescente todos os capítulos e versículos dos evangelhos. Na mente do jovem fervilhavam angustiosos pontos reticentes ao procurar esclarecimento com o padre, ao receber tais respostas, as considerações não satisfizeram o Espírito analista do jovem, que trazia assim, cravados no Espírito os primeiros acúleos da dúvida.

O espírita Mariano da Cunha, mais conhecido como “tio sinhô”, fazia viagens periódicas a Sacramento e hospedava na casa de sua irmã, fato que constituía grandes alegrias, pois estimava em seu tio um grande amigo. Nessas ocasiões sempre arrumava uma cama no quarto dele onde mantinham porfiadas polêmicas a respeito da nova Doutrina, que estava dominando as consciências. Num desses encontros “tio sinhô”, que se via não sendo a melhor pessoa a esclarecer seus questionamentos, dá a Eurípedes um livro que talvez pudesse esclarecê-las: “Depois da Morte” de Leon Denis, no qual ele o lera noite adentro e ficara impressionado com a lógica expressivamente convincente do autor. Eram os primeiros arrebatamentos que a literatura espírita lhe proporcionara.

Sentia cada vez mais forte, a sede de novos conhecimentos em torno do Espiritismo. Na primeira década do século, a divulgação ainda era precária, desse modo, seu tio fazia chegar a seu sobrinho o reduzido material de propaganda da doutrina à época. É então, num encontro sua madrinha em Conquista que ouve: “você precisa assistir as nossas reuniões, meu filho. Os espíritos estão falando pelo Jason e pelo Aristides, explicando o Evangelho, fazendo todos chorar como nos tempos de Jesus.” O convite de sua madrinha, naquele momento era muito oportuno, Eurípedes prometeu aparecer qualquer dia em Santa Maria para ver de perto como funcionava essas reuniões afinal ainda reservava muitas dúvidas a respeito da comunicabilidade dos Espíritos.

E na sexta-feira da Paixão de 1904, fora para Santa Maria participar dessa reunião. Ao iniciar, se assentaram à sala que se encontrava cheia, com médiuns de incorporação e curadores e também aqueles responsáveis por manter a sustentação vibratória do ambiente. Inicia-se a reunião com uma leitura e em seguida uma prece, logo após a oração um pensamento vibrava-lhe na mente e então resolve fazer o seu pedido e fá-lo mentalmente, como unção: “Tudo compreendi na Bíblia. Mas o meu entendimento está fechado para as Bem-aventuranças. Se é verdade que os espíritos se comunicam com os vivos, rogo um esclarecimento pelo médium Aristides”. Alguns minutos após, Eurípedes ouvia a mais extraordinária dissertação filosófico-doutrinaria, que jamais conhecera, em toda a sua vida, sobre o luminescente discurso de Jesus, ao final da luminosa exposição da entidade. Nesse instante, nosso jovem compreendera, finalmente, o mais perfeito código de consolações, que ao mundo fora dado receber.

Caíram todos os questionamentos: a comunicabilidade dos espíritos é um fato que não se pode opor objeções. Ele mesmo se sentia envolvido em atmosfera desconhecida, que lhe tocava todo o ser de emoção sublime. Desde então se dissiparam as dúvidas porem persistiam os últimos laços com a Igreja na qual ele ia se desfazendo aos poucos, o que gerou grande preocupação pelos padres de sua Paróquia. Mesmo assim retorna ao grupo fraterno de Santa Maria pela segunda vez para assistir uma sessão espírita, no inicio da sessão comunicara o espírito de Adolfo Bezerra de Menezes. A entidade convida Eurípedes a tomar parte da linha, afirmando suas faculdades curadoras. Em seguida, fala o benfeitor Vicente de Paulo. Com mansa serenidade característica, o pai dos órfãos passa as elucidações sobre as finalidades fundamentais de uma instituição, que se assenta em bases cristãs. E o benfeitor acentuou “Abandone, sem pesar e sem mágoa o seu cargo na congregação. Convido-o a criar outra instituição, cuja base será o Cristo e cujo diretor espiritual serei eu e você o comandante material. Afaste-se de vez da Igreja.(...) a partir dessa hora, as responsabilidades de seu espírito se ampliaram ilimitadamente. E completa dizendo que “você atravessará a rua da amargura, com os amigos a lhe ridicularizarem uma atitude que não podem compreender.”

Eurípedes então volta à cidade com o coração banhado de claridades novas e sublimes resoluções. E ao cortar os laços que o prendiam à irmandade São Vicente de Paulo, todos receberam estarrecidos a decisão de Eurípedes, ele assim receberia vários apontamentos da loucura que estava fazendo por parte da Igreja e de amigos; a família se fechava, seus companheiro no liceu de sacramento deixavam seus cargos por conta dessa nova escolha e nesse clima de inquietação geral, produzia efeitos negativos na sensibilidade mediúnica cujas as faculdades afloravam em extraordinários potenciais.

A elevada postura espiritual, todavia, permitiam-lhe vôos a regiões celestes, que o distanciavam dos lugares comuns do cotidiano. Desejoso de aprender com o Cristo a divina lição do Amor, o jovem mantinha a constante da prece, buscando no silêncio do recolhimento, o manancial de forças, que lhe garantiam o sublime magnetismo. Recordou, no entanto, os tormentos do Cristo, a se perpetuarem nas criaturas que até hoje, na Terra, lhe atiram incompreensão e sarcasmo. E desde então, entregou-se aos necessitados e aos doentes, sem repouso sequer um dia, servindo até a morte.

Conheça agora algumas das diversas tarefas que Barsanulfo atuava:

Os Campos de Trabalho
O Grupo Espírita Esperança e Caridade
Por essa época, Eurípedes já utiliza suas faculdades curadoras para ajudar os enfermos que a ele procuravam e que lhe atendia gratuitamente em sua própria residência. Anos depois, toda a família se convertera à Terceira Revelação, sob benéfica influência de Eurípedes. E assim foi desenvolvendo suas faculdades mediúnicas. Nessa época auxiliava no Centro Espírita Fé e Amor, de Santa Maria. No dia 27 de Janeiro de 1905 é fundado o Grupo Espírita Esperança e Caridade e assim nos dois anos subseqüentes, numerosos colaboradores definiram posição junto ao Grupo. As tarefas se ampliavam em todas as áreas de serviço. Cada vez mais seguindo em seus trabalhos e convicções no Grupo a despeito de todas as imposições e obstáculos.

O Colégio Allan Kardec
Os companheiros de magistério, no Liceu de Sacramento, abandonaram Eurípedes, após sua conversão ao Espiritismo. O mobiliário escolar fora retirado e o prédio requerido pelos seus proprietários. Todavia a situação era desesperadora até para a área educacional da cidade que, não contava com outro estabelecimento de ensino. Então fora procurado por pais lhe rogando a continuidade das aulas, e assim Eurípedes realiza um planejamento rápido e com um mobiliário improvisado e sem conforto, seguia com um esforço magnífico em prol da educação. As aulas eram ministradas por ele que se desdobrava para dar aulas de todas as matérias programadas e acrescentara o ensino da Doutrina Espírita ao currículo, o que suscitara descontentamento, porém ele se manteve firme. Fundava então o Colégio Allan Kardec, no dia 31 de janeiro de 1907. Anos posteriores o colégio já se tornara referência de qualidade de ensino, os alunos tinham acesso a cursos de nível elementar, médio e superior; tinham aulas sobre o Evangelho e da Doutrina - um colégio no qual dedicara toda sua encarnação a transmitir os ensinamentos que julgava de vital importância para o crescimento daqueles jovens.

A Farmácia Espírita Esperança e Caridade
Não se sabe precisamente a data de fundação; acredita-se que foi no mesmo ano de sua data de conversão ao Espiritismo. Eurípedes trabalhava incansavelmente na área de receituário, manipulação de medicamentos, tarefas de rotulagem e distribuição. A Farmácia era totalmente gratuita, a manutenção fazia-se com o salário do moço, auferido nas duas casas comerciais do pai e com ajuda espontânea de alguns confrades abastados e sempre contando também com a ajuda dos bons espíritos auxiliando no seu trabalho no qual era de grande importância para aquela cidade. Ajudava milhares e milhares de pessoas.

Atividade Diárias de Barsanulfo:
Das 4h às 7h – Receituário de fora
Das 8 às 10hs – Manipulação e despacho de medicamentos
Das 10:30 as 15hs – Atividades educacionais no Colégio
Das 15:30 as 17:30hs – Receituário local e manipulação
Das 19 as 21hs – Tarefas no Grupo Espírita

Referência bibliográfica:“Eurípedes - o Homem e a Missão”, de Corina Novelino
Cap. 7 ao 13


Lembre-se que a seção “Fala Rapeizi!” é aberta à todos os jovens da Mocidade AECX. Participe também escrevendo para
mocidade.aecx@gmail.com

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Fala Rapeizi! Edição nº6

O Fala Rapeizi! chega em sua sexta edição. O colega Leandro Cosme (IV Ciclo) participa pela terceira vez e nesta oportunidade nos brinda com um soneto especial que escreveu. Confira:

AVE, CRISTO!
Ave, Cristo! Quando ferido não feriu,
Quando humilhado jamais humilhou.
No meio da treva foste a própria vela,
Acendeste a própria luz no calvário em Cruz.

Ave, Cristo! Fortaleza para os vencidos
E consolo de toda nossa dor.
Em meio às aflições de nosso caminho
És perdão no colo carinhoso de Amor.

És Fonte Viva, de inteligência e de paz,
Que ilumina, mesmo em minha arrogância,
As rimas pobres deste esforçado rapaz.

Ave, Cristo! Que vela por nós em constância
E acompanha cada um que se refaz
Em Presença que não reconhece distância.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Fala Rapeizi! Edição nº3

E a coluna “Fala Rapeizi!”, aberta a todos os jovens da Mocidade AECX, chega em sua terceira edição. O colega do IV Ciclo, Leandro Cosme, nos traz uma bela crônica sobre a Campanha do Quilo, atividade realizada aos sábados, com saída às 13h45, na porta do Célia Xavier. Confira!

Os tr(opeiros) da última hora
Por Leandro Cosme

A atividade que hoje mais se aproxima do serviço dos tropeiros e caixeiros de épocas pretéritas do Brasil é a Campanha Quilo. Na prática, é um excelente trabalho de campo de urbanismo e geografia urbana, mas para aqueles que conservam a criança interior é também uma grande aventura saudável.

Os tropeiros carregavam mercadorias do litoral brasileiro para o interior do país e entre lugares dentro do próprio interior, abastecendo vilas e cidades e transportando grãos da produção interna para a exportação. O andamento da sociedade era outro. Jornadas levavam dias e semanas para serem feitas através das paisagens não somente observadas, mas também atravessadas.

Andavam-se quilômetros. Sentia-se a noite, o dia, a presença das matas, dos insetos e dos animais. Viam-se vaga-lumes, cheiravam-se as árvores e se ouvia os pássaros. A sucessão de paisagens e a passagem por vários lugares davam a impressão de desbravamento.

Hoje em dia o asfalto e os automóveis substituem os tropeiros e o compasso de nosso tempo é mais rápido. No silêncio da noite que alguns espaços nos permitem ao contrário de grilos escutamos os sons das cercas elétricas. Casas, prédios, fios, postes, ruas, avenidas e carros compõem nossa paisagem, dividida ao longo da semana entre áreas mais calmas e áreas mais movimentadas.

Mas, nos finais de semana as cidades, em sua maioria, mudam. As paisagens tranqüilas dos bairros são atravessadas por carregadores de mochilas motivados pela Boa Nova de Jesus. Recolhendo e transportando alimentos para outras pessoas, sob a sombra da arborização urbana e de prédios, sobre o asfalto escaldante ou, às vezes, sob chuva.

Andam-se quilômetros de coração e Deus dá as nuvens aos que não têm a sombra das árvores quando o sol está forte. Durante a Campanha também vamos a vários lugares e desbravamos paisagens antes nem reparadas, na cidade e em nós mesmos. Alguns até dirigem carros (Kombi é um bom).

Se “o ser humano é do tamanho do que enxerga”, na Campanha do Quilo observamos corações, quilômetros de corações tocados pelo Cristo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Fala, Rapeizi! - Ed.19


Em sua 19ª edição o Fala, Rapeizi! traz um convidado internacional: Gustavo Varela, coordenador do I Ciclo, escreve diretamente da Alemanha para comentar a respeito da Campanha de Natal promovida pela Mocidade, enfatizando a importância do envolvimento íntimo de cada um para o verdadeiro sucesso da Campanha.

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Algo mais no Natal

“(…) Entretanto, ó Divino Mestre! De corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais! (...)” (Antologia Mediúnica do Natal, Cap. 77, Emmanuel – Autores Diversos)

Natal na infância era diferente. Era a única época que eu ganhava presente, ainda que não fazia aniversário. Desde criança, lembro que as pessoas sorriam mais também. Abraçavam mais, se encontravam mais. Natal é época do algo mais. Para mim, o algo mais era o Papai Noel. Velhinho simpático com barba engraçada que distribuia alegria (e presentes, claro).

“Lembrando-te, Senhor, A glória ao desabrigo, aspiramos a ser Migalha do Natal permanente contigo! (...)” (Antologia da Espiritualidade, Cap. 20 – Maria Dolores)

Navidad. Com o passar das primaveras, a vida toma o rumo natural da mudança. “Doutrina Espíria? Muito prazer em conhecê-la. Meu nome é Gustavo. E a sua amiga, como se chama? Consciência? Engraçado, tenho a impressão que te conheço de algum lugar”. Não só a idade e a responsabilidade aumetaram, como também o conhecimento da língua. Dar é diferente de receber. Ter é diferente de necessitar.

“Cada expressão do caminho revela ternura imensa, retorna o clarão da crença, sublime, confortador... É a pastoral do carinho, por mil vozes inocentes, mensagens, flores, presentes, transitam plenos de amor” (Os dois maiores amores, Cap. 9, Irene Pinto – Autores Diversos)

Weihnachten. A diferença entre ter e necessitar é tão grande que ela é evidente em várias línguas. To have e to need, no inglês; tener e necesitar, no espanhol; haben e brauchen, no alemão. Ela, a diferença, se acentua quando o ter é muito. A chance de se esquecer do seu primo necessitar e do seu irmão adotado dar é grande. A primeira vez que ganhei um presente no Natal (ao menos, a vez que lembro) foi maravilhoso. Por outro lado, quando consegui, no boca-a-boca, no aqui e no acolá, doações para a nossa campanha na mocidade, isso foi inesquecível.

“Com Jesus(...), a dificuldade se faz benção. Dor é alegria. (...) Trabalho é condição de felicidade. Renúncia é aquisição. Sacrifício é a estrada para as alturas.” (Confia e Segue, Cap. 6 – Emmanuel)

Christmas. Natal é Natal em várias culturas, em vários idiomas e de várias maneiras. O sorriso do ajudado, o abraço da gratidão, a esperanca e a renovação, isso tudo é consequência do equilíbrio da balança entre dar e receber. Não é à-toa que temos muito. Temos tanto, que também temos o suficiente para dar. Ter, não significa ter posses. Tenhamos boa-vontade, disposição, energia, coragem, humildade, fé, esperança. Misturemos todos esses ingredientes na Campanha de Natal. É agora, acontece! Cada um ajuda com o que pode, do jeito que pode, com o tanto que pode. E pouco a pouco entendemos, que necessitados somos todos nós, que ajudados somos todos nós, que irmãos somos todos nós, amparados pelo mesmo e único Pai.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Fala Rapeizi!

E a coluna “Fala Rapeizi!”, aberta a todos os jovens da Mocidade AECX, chega em sua segunda edição. Inaugurada por Érica Sarsur, agora é a vez de Thiago Monteiro, assim como a colega, também do III Ciclo. Logo após o seu artigo, Thiago traz um trecho do livro Conduta Espírita, de André Luiz, além de ilustrar o nosso blog com uma imagem especial criada por ele. Confira!

Tarefas? Qual o principal objetivo?
Por Thiago Monteiro

O mais importante não é participar de uma tarefa para dizer: “Eu ajudo as pessoas”. Mais importante é participar de uma tarefa, com simplicidade e humildade reconhecendo que serei o primeiro a ser ajudado, e não porque terei “status”.

Temos que nos conscientizar de que é assim que colocamos em prática o que aprendemos nos estudos e palestras, e que é necessário trabalhar no bem para exercer a caridade, não para “evoluir mais rapidamente”, mas pelo desejo consciente de fazer o certo.

“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral (estudo) e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações (trabalho)”. Allan Kardec.

É claro que não vamos abraçar todas as tarefas, impossível fazê-lo. Mas, o que nós fizermos, que façamos bem feito.

Conduta espírita na obra assistencial
Texto extraído da obra Conduta Espírita - André Luiz

Pelo menos uma vez por semana, cumprir o dever de dedicar-se à assistência, em favor dos irmãos menos felizes, visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos aquinhoados.Quem ajuda hoje, amanhã será ajudado.Prestar serviço espiritual e material nas casas assistenciais de internação coletiva, sem receber remuneração e sem criar constrangimento às pessoas auxiliadoras.Só impõem restrições ao bem quem se acomoda com o mal.Na casa assistencial de caráter espírita, alimentar a simplicidade doutrinária, desistindo da exibição de quaisquer objetos, construções ou medidas que expressem supérfluo ou luxo.

O conforto excessivo humilha ass criaturas menos afortunadas.Viver em familiaridade respeitosa com todos, desde o servo menor ao dirigente mais responsável e categorizado, nos lares e escolas, hospitais e postos de socorro fraterno.A humildade assegura a visita contínua dos Emissários do Senhor.Jamais reter, inutilmente, excessos no guarda-roupa e na despensa, objetos sem uso e reservas financeiras que podem estar em movimento nos serviços assistenciais.

Não há bens produtivos em regime de estagnação.Converter em socorro ou utilidades, para os menos felizes, relíquias e presentes, jóias e lembranças afetivas de familiares e amigos desencarnados, ciente de que os valores materiais sem proveito, mantidos em nome daqueles que já partiram, representam para eles amargo peso na consciência.Posse inútil, grilhão mental.Seja qual for o pretexto, nunca permitir que as instituições espíritas venham a depender econômica, moral ou judicialmente de pessoa ou organização meramente política, de modo a evitar que sejam prejudicadas em sua liberdade de ação e em caráter impessoal.

A obra espírita cristã não se compadece com qualquer cativeiro.Sempre que os movimentos doutrinários, em particular os de assistência social, envolvam a aceitação de muitos donativos, apresentar periodicamente os quadros estatísticos dos recebimentos e distribuições, com satisfação justa e necessária aos cooperadores.O desejo de acertar aumenta o crédito de confiança.

Organizar a diretoria e o corpo administrativo das instituições assistenciais exclusivamente com aqueles companheiros que se eximam de perceber ordenados, laborando apenas com finalidade cristã, gratuitamente.O trabalho desinteressado sustenta a dignidade e o respeito nas boas obras.“E quando fizerdes, por palavra ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando a Ele graças a Deus, o Pai.” – Paulo(COLOSSENSES, 3:17.)

sexta-feira, 8 de setembro de 2006



O Espiritismo em nossas vidas

Às vezes me pego pensando em o que fazer com o Espiritismo, com o que estudamos na Mocidade. Como posso pôr em prática tudo isso? Não dá pra ir à Casa Espírita todos os dias da semana; mas descobri que, de certa forma, posso trazê-la à minha casa.

Há algum tempo, surgiu a seguinte questão em um estudo: “O que é o Espiritismo na minha vida?”. Surgiram respostas diversas e, naquele momento, a minha foi “um guia”. Penso assim até hoje.

Para responder à questão inicial, tenho procurado observar, nas pequenas situações como posso aplicar os ensinamentos de um outro estudo que assisti, sobre Culto no Lar. E descobri que não é tão difícil assim. Basta perceber quantas críticas aos outros eu posso omitir – indulgência –, quantos deslizes ou faltas minhas ou de pessoas à minha volta eu posso desconsiderar – perdão, compreensão – e quantos outros pequenos atos podem me ajudar a modificar, aos poucos, minha conduta diária. Porque não é só dentro do “templo” que devemos querer agradar a Deus, mas em nossa vida cotidiana.

Desta forma, percebi que posso sim, com esforço e perseverança, promover minha transformação moral. Mas, mais importante que tudo, é uma palavrinha trazida por Emmanuel: “DISCIPLINA, DISCIPLINA, DISCIPLINA”!

Fala rapeizi!


Qualquer integrante da Mocidade AECX pode participar da coluna “Fala rapeizi!”, enviando sua sugestão de texto para
mocidade.aecx@gmail.com ou entrando em contato pessoalmente com Marcus Papa (I Ciclo) ou Constantino Papazoglu (IV Ciclo). Lembre-se: este blog é da Mocidade AECX, ou seja, seu blog.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Mocidade AECX na década de 90: sempre disposta ao trabalho, surgem novas tarefas.


A Mocidade AECX, também nos anos 90, mantém sua firmeza, disciplina e dedicação aos trabalhos da casa. Logo no despontar de mais uma década, inicia uma nova tarefa que continua dando frutos até os dias de hoje: o Grupo de Música Asas, formado inicialmente por poucos jovens, mas insistentes e talentosos.

Também através da música, a rapeizi mostra a sua força. Dedica-se, esforça-se, canta e encanta os salões da Casa de Célia, as rodas de amigos onde as canções são solicitadas, seja nos encontros fraternos, na abertura dos estudos de sábado à tarde, ou no seu famoso esquinão.

Vídeo 1: Ouça essa história, que é contada a seguir, por quem sabe de detalhes de como ela começou: Marcus Vinícius Silva, atual Coordenador do Grupo Asas.



Você sabia?

1. Que na década de 90 funcionava no Lar Espírita Esperança a tarefa do sopão? A rapeizi descascava, picava os legumes e preparava a sopa, que levava como ingrediente adicional, o tempero do amor fraterno. Depois de pronta, era distribuída pelos cantos da cidade de Belo Horizonte aos materialmente desafortunados. Estes eram alimentados e em acréscimo, ganhavam abraços e a atenção dos jovens que também paravam para um bate-papo.




Você sabia?


2. Que o Sucão também faz parte da história da Mocidade AECX, lugar onde a rapeizi sempre vai recarregar as energias, quando precisa de um lanche caprichado?



Para ver mais fotos das tarefas e encontros da década de 90, acesse o álbum correspondente na galeria de fotos dos 40 anos da Mocidade AECX, clicando aqui.

Comemoração dos 40 anos da Mocidade AECX e Palestra de Raul Teixeira: seu 1º contato com a rapeizi é relembrado. O conhecido expositor também comemora suas quatro décadas de oratória.

Em palestra no Lar Espírita Esperança, na última sexta, 31 de outubro, Raul Teixeira brinda os convidados com sua tradicional retórica e profundas mensagens.


Quando o salão recebia os primeiros convidados daquela noite e até minutos antes do início da palestra, o Grupo de Música da Mocidade AECX, unindo-se a outros jovens, também da Mocidade, envolve a todos os presentes com o som de suas vozes e de seus violões, em melodias diversas, criando um ambiente harmonioso e vibrante. Ao cantarem as músicas “Trabalho” e “Hino ao Espiritismo”, a Eterna Mocidade é convidada a participar, formando todos, naquele momento, um só coral de vozes que compartilhavam a mesma emoção.



No encontro, Raul relembra seu primeiro contato com a Mocidade AECX, em fevereiro de 1972, quando aceitou um convite do amigo Vanderley Coutinho para um lanche na casa da Vovó Adelaide e, posteriormente, para falar para os jovens da Casa de Célia Xavier. Menciona que se encantou por tantos moços que conheceu há 36 anos. Lembrou dos teatros que a Eterna Mocidade apresentava e das músicas que produziam: “Uma verdadeira festa espiritual”.



Vídeo 2: Assista a seguir a pequeno trecho da palestra de Raul Teixeira, que inicia sua fala após ser apresentado pelo Eterno Mocidando Virgílio, genro de Marlene Nardi.



Vídeo 3: Raul Teixeira fala de como somos felizes pelo contato com o Espiritismo. Fala-nos sobre o que Jesus espera de nós e finaliza sua palestra parabenizando a Mocidade AECX pelos seus 40 anos.


terça-feira, 11 de maio de 2010

Fala, Rapeizi! - Ed. 16


A arte na vida

Sketch! Esquete!! Esquete??? Bonita a palavra, não?! É, no começo também não tinha a mínima ideia do que isso significava - nada que a convivência com algumas pessoas não pudesse solucionar. Eis que um comenta aqui, o outro ali e...” fiquem ligados que vai rolar uma esquete!”. Ah, sim... agora sim: uma esquete! Poderíamos chamar isso de uma pequena teatralização - por que ninguém falou antes, não é?!

O tempo passa e, para quem ouve falar uma vez em esquete, o termo se torna cada vez mais comum na vida – não tanto quanto a palavra “reunião”. Pois é, aconteceu comigo também. O que eu antes nem conhecia me envolveu posteriormente sob a forma de um convite para divulgar algo especial: a “Semana da Família”. De início, uma divulgação para o pessoal das reuniões mediúnicas e, depois, para a Mocidade também.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Fala, Rapeizi! [Especial Arraial do Célia 2021]

 

O “Fala, Rapeiz!” é um seção especial aqui do blog em que jovens da mocidade têm espaço para escrever um artigo sobre atividades ou eventos da Associação Espírita Célia Xavier. Desta vez foi a vez do Lorenzo Galbas, do IV Ciclo. Confira!


 

“Trabalho traz alegria, bondade gera afeição” e depois vem a diversão

Por Lorenzo Galbas

O sábado foi movimentado para a mocidade aecx e os voluntários do Célia. Bem antes do horário previsto já começamos a trabalhar. Trabalho esse que se iniciou na quinta–feira. Terminamos de colocar o que faltava nos Kits. Claro que teve aquele “algo mais” que foi o reencontro presencial, respeitando o distanciamento social. Faz mais de um ano que estamos nos reunindo virtualmente. Foram muitas frentes de trabalho. Enquanto isso, as voluntárias estavam preparando com muito amor, carinho e afeto o que ainda faltava. O cheiro e o aroma estavam agradáveis!

Tínhamos que cumprir um prazo, para que fosse montado o Drive Thru com a retirada dos kits e o Delivery com as entregas em BH.

Às 19 horas, todos conectados na Live! Foi apresentada pela Marina e o Renan. Teve muita música boa, passo a passo de algumas comidas típicas, “causos” mineiros, brincadeiras e o tão aguardado e esperado concurso do melhor traje Junino - 2ª edição.

Esperamos no ano que vem nos encontrarmos presencialmente e aproveitarmos essa festa que é boa dimais da conta!

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Vamos relembrar o Arraial do Célia 2021? Confira a matéria feita pelo blog:

https://aecx.blogspot.com/2021/06/arraial-do-celia-em-casa-chega-sua-2.html

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Fala, Rapeizi! - Ed. 21


O Cantinho do Chico

"O Cantinho do Chico? Onde? Qualquer lugar é o cantinho do Chico, Carol. Todo mundo gosta do Chico. Aqui, ali, acolá, em Pedro Leopoldo, em Uberaba, na minha casa, na sua, em todo lugar.”

Como a gente sabe, o Chico era e é muito querido entre todos nós, cientes das suas grandes obras ou não. Dessa maneira, nas minhas andanças pelo mundo, eis que encontro mais um Cantinho em que o Chico é tão querido. Lá não é só um cantinho do Chico, mas de todos aqueles que de certa forma se identificam com a Doutrina Espírita. “Uai, Carol, mas você já voltou da Alemanha?” Nããão... É da Alemanha mesmo que eu estou falando!

A gente no Brasil sabe, ou acha, que fora d´O Coração do Mundo, Pátria do Evangelho existem poucas ou nenhuma casa espírita. Assim foi há alguns anos, mas já há um tempinho, essa situação vem mudando bastante.

Em todo o mundo o Espiritismo vem ganhando lugar, assim como na Alemanha. Cada vez mais se ouve falar de casas espíritas por aqui. Graças a essa ferramenta maravilhosa que é a Internet, eu encontrei este Cantinho, que é bem um cantinho mesmo: apertadinho, coberto de boas energias e muito, muito acolhedor!

Cheguei ao Cantinho depois de encontrar vários endereços antigos de casas espíritas em cidades vizinhas que já não existiam mais. O link do Cantinho surgiu para mim como uma luz no fim do túnel. Achei o site, enviei uma mensagem, como fiz das outras vezes, e dessa vez eu recebi a tão esperada resposta:

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Fala, Rapeizi! - Ed. 15


Amigos, estudos e trabalho - COMEBH

COMEBH (Confraternização de Mocidades Espíritas de Belo Horizonte) é um encontro fraterno em que jovens com interesses semelhantes se reúnem durante o período do carnaval.

É uma oportunidade de estudar a Doutrina Espírita e analisar o cotidiano, tentando aplicar os ensinamentos na vida e também de participar do movimento espírita.

O evento é semelhante à Oficina da Mocidade (que teve mais uma edição nesse ano de 2009), porém, tem um período de duração maior e ocorre junto a mocidades de outros centros espíritas também.

A COMEBH é uma opção durante o carnaval em que:
  • Participamos de estudos com o fim de evolução moral;
  • Participamos de técnicas que tem o objetivo de gerar uma aproximação entre o aprendizado e o dia-a-dia;
  • Somos acolhidos por todos com muito carinho;
  • Há uma grande chance de fazer bons amigos.
Assim, o evento é um momento de reflexão e autoconhecimento e ao mesmo tempo, com uma grande harmonia, um momento em que nos aproximamos do nosso próximo.

Afinal, é uma experiência que oferece muitos benefícios e para que ocorra e seja realmente boa, necessita do envolvimento dos jovens, com a adequada participação e colaboração.

Então, aqui fica o convite. Por mais que o carnaval seja um feriado de diversão e descontração, novas experiências podem ser positivas, e quem sabe, a COMEBH não é uma boa opção?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fala Rapeizi! Ed.12

Lendo o texto a seguir, lembrei de algumas ocasiões em que o bem não foi feito por motivos diversos e, muitas vezes, íntimos. Não porque sejamos maus, mas porque ainda somos "tímidos". Creio serem corajosas as pessoas que fazem o bem.

É preciso coragem e vontade para dizer "eu te amo", seja para um pai, uma mãe, um irmão, uma avó, um amigo, uma amiga. Jesus sugeriu "Brilhe a vossa luz(...)" e acho que o ânimo é a energia que alimenta a luz em nós.

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DE ÂNIMO FORTE

"Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação."— PAULO (II Timóteo, 1.7).

Não faltam recursos de trabalho espiritual a todo irmão que deseje reerguer-se, aprimorar-se, elevar-se.Lacunas e necessidades, problemas e obstáculos desafiam o espírito de serviço dos companheiros de fé, em toda parte. A ignorância pede instrutores, a dor reclama enfermeiros, o desespero suplica orientadores.

Onde, porém, os que procuram abraçar o trabalho por amor de servir?Com raras exceções, observamos, na maioria das vezes, a fuga, o pretexto, o retraimento.Aqui, há temor de responsabilidade; ali, receios da crítica; acolá, pavor de iniciativa a benefício de todos.

Como poderá o artista fazer ouvir a beleza da melodia se lhe foge o instrumento?Nesse caso, temos em Jesus o artista divino e em nós outros, encarnados e desencarnados, os instrumentos d'Ele para a eterna melodia do bem no mundo.Se algemamos o coração ao medo de trabalhar em benefício coletivo, como encontrar serviço feito que tranqüilize e ajude a nós mesmos? Como recolher felicidade que não semeamos ou amealhar dons de que nos afastamos suspeitosos?

Onde esteja a possibilidade de sermos úteis, avancemos, de ânimo forte, para a frente, construindo o bem, ainda que defrontados pela ironia, pela frieza ou pela ingratidão, porque, conforme a palavra iluminada do apóstolo aos gentios, "Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação".

Emmanuel

Fonte: Xavier, Francisco Cândido. Vinha de Luz, 17. ed. Rio de Janeiro:FEB, 2001, cap.31, p.73-74.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fala, Rapeizi! - Ed. 17


Campanha da Fraternidade: princípios morais e ética

Todo ano somos informados de uma campanha fraterna, que sempre trata de um tema diferente. Mas afinal, qual é a finalidade da Campanha da Fraternidade e qual a influência dela na minha vida? O que esta campanha de iniciativa católica tem de importante para um espírita? E por que tratar deste assunto quando o principal mês da Campanha da Fraternidade já passou?

Todas são perguntas que você pode estar se questionando ou, em algum momento, deve ter se deparado com elas. Ou então elas nem passaram por sua mente, mas por que não passar agora?! Às vezes, o questionamento é o melhor caminho para um bom entendimento!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Membro do IV Ciclo divulga textos em Espiritismo Comentado

Leandro Cosme, que também escreve para a nossa coluna “Fala Rapeizi”, divulga textos inéditos no Espiritismo Comentando, blog irmão editado por Jáder Sampaio. Confira a publicação desta semana: http://espiritismocomentado.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Feriado no sábado? #soquenao

Fala, Rapeizi! Neste 7 de setembro a mocidade funciona normalmente. Então, 15h45, esperamos por você!

Importante: a Campanha do Quilo não terá atividades. Eles retornarão no outro sábado, 14/09.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Fala, Rapeizi! - Ed.20


Lei do Progresso

Encarar o compromisso de realizar o primeiro estudo não é uma tarefa muito fácil. É preciso um pouco de coragem para aceitar o desafio, enquanto tenta vencer o medo e a insegurança. Parece assustador, não é?! No fundo sabemos que valerá a pena. Não foi diferente comigo.


Dando sequência ao programa do II Ciclo (15 e 16 anos), que estudou as Leis Morais (terceira parte de "O Livro dos Espíritos" – LE), fiquei responsável pelo capítulo VIII, que trata sobre “Da Lei do Progresso”.

O tema, apresentado no dia 06 de novembro de 2010, embora bastante denso, é de fácil compreensão. E como em todo o LE, nossas dúvidas e questões mais inquietantes estão ali, sendo feitas por Kardec.

O capítulo gira em torno do progresso dos espíritos. Desde os seres mais primitivos até os espíritos mais esclarecidos, incluindo os mundos e os meios em que habitam. Os obstáculos e auxílios para o avanço, a diferença entre progresso intelectual e moral, o livre arbítrio e a responsabilidade diante das ações são só alguns dos temas maravilhosamente trabalhados.

Com bastante disciplina e comprometimento, pude absorver uma quantidade ótima de ensinamentos. E foi esse rico aprendizado que me auxiliou na hora de apresentar o estudo. O nervosismo tentou me derrubar, mas não conseguiu. Ao final, extrapolando um pouco no tempo, a sensação de alívio e tarefa bem cumprida!

E uma verdade, agora confirmada por mim: preparar um estudo é a melhor forma de adquirir conhecimento. E como!

As valiosas lições deixadas por Kardec e pela sempre bondosa Joanna de Ângelis não poderiam ficar de fora.

“Momento a momento, ação a ação, esforço a esforço lograrás a meta, se prosseguires sempre, sem pressa, todavia sem desânimo.” (Joanna de Ângelis)

Por fim, deixo a dica: se você tem vontade de realizar um estudo, mas ainda não encontrou coragem, arrisque! A experiência será extremamente gratificante...